Arqueiros

sábado, 14 de dezembro de 2013

Poetizando palavras...


Para um poeta escrever não é apenas pôr e organizar palavras em uma oração. Escrever é externar algo preso, dá voz ao que está gritando em silencio, é guardar uma sensação ou um sentimento para repeti-la a qualquer momento, como se fosse uma droga, e nós ficamos viciados nisso.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dois mundos
[In] Diferentes
Ponto de encontro
Um visível oculto
                

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

De quando eu fui pai

E assim ele chegou
Frágil, simples, pequeno
Mas seu breve olhar penetrante
Comoveu a todos.

A cada passa dado
Uma nova conquista
E meu coração cada vez mais
Transbordava de alegria

A primeira volta ao mundo
Guiada pelas minhas mãos
O mundo colorido com sua inocência
Não havia guerra nem miséria
Apenas felicidade pura

Seus passos iam mais longe
Seu primeiro tropeço
Minha primeira desolação
Seu passo insurreto
Era uma adaga no meu coração

De uma alma pura
Passou a ser revolucionária
Percebia que não havia perfeição
E sua bravura crescia
Queria o mundo em transformação

Assim, aquele que chegara frágil e inocente
Partia ávido por mudança
Queria um mundo como o de sua primeira volta

As cartas era cada vez menos frequentes
Telefonemas raros
Minha aflição crescia
Pois outro tropeço eu não suportaria

Numa tarde de domingo
Ele regressou
Trazendo as marcas que tenho em mim
Os mesmo traços de dor
Os traços da vitória
As linhas do amor
As linhas do dissabor

Aquele olhar frágil, agora é forte.
Aquele olha inocente, agora desiludido
Mas foram não meu braços
Que ele encontrou o refúgio
E num aperto de carinho
Ele disse:
"Não mudei o mundo, ele que me transformou
Mas o meu amor pelo senhor, jamais se alterou"









segunda-feira, 7 de outubro de 2013

No Reencontro



Uma horas
Duas semanas
Três meses
Quatro anos

Pouco tempo se passou desde a última vez que nos vimos
Muito tempo passou desde a última vez que conversamos
Como vai? O que tem feito?
Ainda tens aquela coleção de carros?
Novos planos, nova metas
Mas a mesma alegria no rosto

Alma leve, espirito cansando, eterna juventude
Que bom ver você de novo!
Conseguiu viajar pelo mundo?
Cursos, escritórios, busca pelo corpo perfeito
Mas a mesma agilidade nas anedotas

Dores nas costas, agenda lotada, planos de estudo
Quando vamos nos ver novamente?
Ainda joga vôlei?
Como é o seu novo apartamento?
Formatura, casamento, batismo
Mas a mesma sagacidade no olhar.

Mais 7 dias
Mais 8 semanas
Mais 10 meses
Mais 12 anos
Tic-Tac-Tchá
Crescemos!




sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Menina do Vestido Azul

Ela usava um vestido azul, combinava com tudo nela, na verdade tudo combina perfeitamente quando com ela. Ela tinha uma fascinação por vento, assim como eu, mas ela brilhava com ele, enquanto comigo o vento só fazia-me lembrar como era doce e suave o seu cheiro.
A imagem mais linda que eu já vi em minha vida: cabelos voando, seu sorriso brilhoso como seus olhos, parecia dançar uma valsa mesmo que imóvel.
Desde que eu a conheci o meu único sonho é ela. Eu pergunto a as pessoas, mas ninguém sabe quem é, dizem que ela apenas existe pra mim, mas ela é tão real... que as vezes parece que não existe.
Mas ela tá ali, com seu jeito simples, gostos estranhos e linda, linda como sempre, tantos nos meus olhos quanto nos meus sonhos. Pra mim ela é real sim, eu a sinto. A música dela toca junto ao meu coração, quanto mais perto mais rápido, envolvente, porem simples e encantador e eu tento seguir o ritmo, mas nem sei dançar.
A única coisa que eu quero em minha vida é aquilo, é ver, sentir, ouvir e existir, existir pra ela assim como ela só existe pra mim.

domingo, 25 de agosto de 2013

Da Mágoa



A Mágoa é um sentimento destruidor. É o princípio da vingança. Consequência da culpa.
A Mágoa é um parasita que se aloja na mente que faz você esquecer quem você foi, mudar o seu presente e mudar todo o rumo do teu futuro, até então, traçado.
Ela é capaz de te fazer ter os mais enlouquecedores delírios: fazer o outro sofrer cada centavo, como se você fosse o dono da razão.
Ela é capaz de te fazer estagnar, vegetar. E você é forçado a se nutrir te toda aquela situação desgostosa. Já não basta ter vivido uma vez, tem que viver outras mil!
Ela te faz adquirir vícios e a loucura incessante pelo prazer que te faça esquecer de tudo.
Mas esquecer do quê?
Do que você é? Do que você deseja? De quem foi seu algoz?
Não! Tudo o que você quer esquecer é do tolo que você foi.
De ter confiado uma ação a alguém que não poderia cumprir. Uma ação que nem mesmo você faria.
Nosso erro é esperar demais das outras pessoas. Esperar atitudes que não somos capazes de ter.
Esta frustração corrói, dilacera a alma. Você se culpa constantemente pelo erro que cometeu!
Talvez a mágoa seja apenas a falta de perdão para consigo mesmo.

domingo, 7 de julho de 2013

Entre o que é e o que e foi

Com um pé dentro e outro fora
Arco romano dividindo dois mundos
O da ditosa da criança que eu fora
E o do adulto do real mundo imundo

Carpete e brinquedos espalhados ao chão
Em campo secreto e protegido da memória ficarão
Mas na atualidade em questão
Não se vê mais luz, não há mais emoção

Em meio aos conhecidos desconhecidos
Tenho a certeza de nunca nos vimos antes
E por mais real lembrança tenha parecido
Nada como ontem será  doravante

O vento do acalento agora é sombrio
E casa imponente só restou o vazio
Sem pátio, sem cama, sem cerca,
Sem ter quem me encontre quando eu me perca

Adeus as canções, adeus aos sorrisos
O mundo imundo em constante transformação
Tomou de mim inocentes risos
Deixando aqui obscura desolação